Solução Micelar
Depressão
Depressão Pós-parto
Mamãe de primeira viagem
Meu querido Diário
02 dezembro 2016 - Maternidade

Depressão Pós-parto

Falar sobre depressão pós-parto é importantíssimo! Pois, ter conhecimento é a melhor forma de prevenir e cuidar-se!

É um momento tão delicado para as mamães, um mundo novo, uma rotina nova, mudança geral na vida de um casal, sem contar com o turbilhão de hormônios aflorados no pós-parto. Importante o marido a família estar observando alguns sinais e sintomas, porque não é brincadeira, precisa ser tratado.

Tão importante esse tema, que eu convidei uma querida amiga e psicóloga Susan Satake para falar um pouco sobre a depressão pós-parto.

A depressão pós-parto também conhecida como depressão pós-natal ou depressão puerperal corresponde a um subtipo da depressão, geralmente ocorre no período de 4 semanas após o parto, apresentando as mesmas características e sintomas dos episódios depressivos, interferindo de forma significativa no dia-a-dia da família, agravados pelo fato de ocorrerem em um período sensível e vulnerável para a mãe e seu bebê.

Sinais e Sintomas

  • Perda de interesse ou de prazer nas atividades cotidianas,
  • Vazio emocional,
  • Tristeza constante,
  • Desânimo sentimentos de incapacidade
  • Medo excessivo de machucar o bebê
  • Baixa autoestima
  • Pouco interesse pelo bebê
  • Falta de apetite
  • Medo de ficar sozinha
  • Sentimento de culpa
  • Cansaço extremo
  • Vontade de chorar o tempo todo
  • Perda do Humor ou Irritabilidade
  • Perda do apetite
  • Falta da libido
  • Falta de concentração
  • Insônia

Esses sinais são frequentes em muitas mulheres, pois é normal ter dias ruins (porque nem tudo são flores), caso você esteja se identificando com alguns desses sentimentos na maioria dos dias, sente que nada melhora, pode ser um sinal de que você precisa de ajuda de um profissional.

Pode-se falar que certas situações parecem aumentar o risco de uma depressão pós-parto, como:

  • História pessoal de depressão
  • Episódio depressivo ou ansioso na gestação
  • Eventos de vida estressantes
  • Pouco suporte social e financeiro
  • Relacionamento conjugal conflituoso
  • História familiar de transtornos psiquiátricos
  • Complicações obstétricas
  • Fatores culturais
  • Gravidez não desejada

Assim como são considerados fatores de proteção que confortam as mães:

  • Otimismo
  • Boa relação conjugal
  • Suporte social e familiar adequado
  • Preparação física e psicológica para as mudanças advindas com a maternidade

A depressão pós-parto não deve ser vista com olhares julgadores, seja pela própria mãe ou pelas pessoas a sua volta! Procurem buscar ajuda profissional ao perceberem os primeiros sinais.

Vamos começar a enxergar a maternidade por inteiro! Afinal, tanto na gravidez quanto no puerpério, ocorrem alterações biológicas, causando bruscas mudanças nos níveis dos hormônios além de transformações psicológicas e sociais.

Exige uma reorganização social e adaptação a um novo papel, é preciso reestruturação da sexualidade, da imagem corporal e da identidade feminina. No entanto, muitas vezes a maternidade recebe apenas uma visão romanceada, onde espera-se que as mães sejam sempre ternas, acolhedoras, equilibrada, como se a maternagem fosse algo inato às mulheres. E podem, sim, ocorrer sentimentos ambivalentes nessa nova fase, mas a pressão cultural dessa “mãe perfeita”, a não aceitação desse sentimento podem suscitar ansiedades e culpas, criando conflitos que podem predispor a depressão pós-parto.

Sempre bom você conversar com quem entende, não tenha medo ou vergonha, procure um profissional para auxiliar neste momento delicado.

Depressão Pós- parto não é Frescura!!!

Contato Profissional:

Susan Satake, Psicóloga, Graduação pela UNIFESP, especialista em saúde pela Residência Multiprofissional-UNIFESP, mestranda em Psicogerontologia na Educatie, atende na cidade de Mogi das Cruzes em consultório e Home Care, e-mailsusan.satake@gmail.

Postado por:Olivia Tomita
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