Depressão
Depressão Pós-parto
Mamãe de primeira viagem
Meu querido Diário
12 dezembro 2016 - Saúde

Depressão

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Olá pessoal, hoje tem mais um tema delicado, requer atenção e cuidados!!!

Mais um tema da Psicóloga Susan Satake.

Depressão
É um estado patológico que apresenta um humor triste e doloroso associado à diminuição da atividade psicológica e física, acompanhado de sentimentos de impotência, angústia, ansiedade, desânimo, falta de energia, prejudicando intensamente na qualidade de vida das pessoas.

E, embora a depressão venha sendo bastante discutida, o seu diagnóstico ainda é camuflado por enfatizarem as queixas somáticas (físicas) ou demorado, pois muitas vezes a busca por ajuda não vem da própria pessoa em sofrimento, seja por não saber como procurar auxílio, ou pela falta de energia que a doença acarreta, ou até mesmo vergonha. Por isso, vale lembrar: a depressão é uma doença! Não é preguiça, irresponsabilidade ou frescura da pessoa.

Compartilhar a sua dor é importante, saiba que há tratamento e não há necessidade de sofrer em silêncio.

COMO RECONHECER A DEPRESSÃO
Se estiver com 5 (ou mais) dos sintomas abaixo no período de pelo menos duas semanas:

1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias

Sente-se triste, vazio, sem esperança, choroso

2. Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades

“Não se importar mais” ou falta de prazer com qualquer atividade anteriormente considerada prazerosa, família percebe retraimento social (afastamento do convívio social) ou negligência de atividades prazerosas

3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta

4.Insônia ou hipersonia quase todos os dias

Insônia intermediária: despertar durante a noite, com dificuldade para voltar a dormir

Insônia terminal: despertar muito cedo, com incapacidade de retornar a dormir

Insônia inicial: dificuldade para adormecer

Hipersonia: sonolência excessiva

5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias

Geralmente observáveis por outras pessoas, por exemplo: incapacidade de ficar sentado quieto, ficar andando sem parar, agitar as mãos, puxar ou esfregar a pele, roupas ou outros objetos ou discurso, pensamento ou movimentos corporais lentificados; maiores pausas antes de responder; fala diminuída em termos de volume, inflexão, quantidade ou variedade de conteúdos, ou mutismo)

6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias

Fadiga persistente sem esforço físico. Mesmo as tarefas mais leves parecem exigir um esforço substancial. Pode haver diminuição na eficiência para realizar tarefas. O vestir pela manhã é algo exaustivo e pode levar o dobro do tempo habitual

7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada quase todos os dias

O sentimento de desvalia ou culpa pode assumir proporções delirantes, como ter a convicção de ser pessoalmente responsável pela pobreza que há no mundo. A auto recriminação por estar doente e por não conseguir cumprir com as responsabilidades profissionais ou interpessoais

8. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão, quase todos os dias

9. Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida recorrente sem um plano específico, uma tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio.

Esses pensamentos variam desde um desejo passivo de não acordar pela manhã, ou uma crença de que seria melhor para os outros se o indivíduo estivesse morto. As motivações para o suicídio podem incluir desejo de desistir diante de obstáculos percebidos como insuperáveis, intenso desejo de pôr fim a um estado emocional extremamente doloroso, incapacidade de antever algum prazer na vida ou o desejo de não ser uma carga para os outros.

TRATAMENTO
Em quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Em casos mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise. Assim, a combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, realizada por psicólogos e psiquiatras são recomendadas.

A atividade física associada aos tratamentos acima pode ser um recurso importante para reverter o quadro de depressão.

*Lembre-se, a depressão é uma doença como qualquer outra, precisa de cuidados adequados, não minimize seu sofrimento, procure um profissional, não tenha medo, vergonha, peça ajuda!

Contato Profissional:

Susan Satake, Psicóloga, Graduação pela UNIFESP, especialista em saúde pela Residência Multiprofissional-UNIFESP, mestranda em Psicogerontologia na Educatie, atende na cidade de Mogi das Cruzes em consultório e Home Care, e-mail susan.satake@gmail.

Postado por:Olivia Tomita
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02 dezembro 2016 - Maternidade

Depressão Pós-parto

Depressão pós parto

Falar sobre depressão pós-parto é importantíssimo! Pois, ter conhecimento é a melhor forma de prevenir e cuidar-se!

É um momento tão delicado para as mamães, um mundo novo, uma rotina nova, mudança geral na vida de um casal, sem contar com o turbilhão de hormônios aflorados no pós-parto. Importante o marido a família estar observando alguns sinais e sintomas, porque não é brincadeira, precisa ser tratado.

Tão importante esse tema, que eu convidei uma querida amiga e psicóloga Susan Satake para falar um pouco sobre a depressão pós-parto.

A depressão pós-parto também conhecida como depressão pós-natal ou depressão puerperal corresponde a um subtipo da depressão, geralmente ocorre no período de 4 semanas após o parto, apresentando as mesmas características e sintomas dos episódios depressivos, interferindo de forma significativa no dia-a-dia da família, agravados pelo fato de ocorrerem em um período sensível e vulnerável para a mãe e seu bebê.

Sinais e Sintomas

  • Perda de interesse ou de prazer nas atividades cotidianas,
  • Vazio emocional,
  • Tristeza constante,
  • Desânimo sentimentos de incapacidade
  • Medo excessivo de machucar o bebê
  • Baixa autoestima
  • Pouco interesse pelo bebê
  • Falta de apetite
  • Medo de ficar sozinha
  • Sentimento de culpa
  • Cansaço extremo
  • Vontade de chorar o tempo todo
  • Perda do Humor ou Irritabilidade
  • Perda do apetite
  • Falta da libido
  • Falta de concentração
  • Insônia

Esses sinais são frequentes em muitas mulheres, pois é normal ter dias ruins (porque nem tudo são flores), caso você esteja se identificando com alguns desses sentimentos na maioria dos dias, sente que nada melhora, pode ser um sinal de que você precisa de ajuda de um profissional.

Pode-se falar que certas situações parecem aumentar o risco de uma depressão pós-parto, como:

  • História pessoal de depressão
  • Episódio depressivo ou ansioso na gestação
  • Eventos de vida estressantes
  • Pouco suporte social e financeiro
  • Relacionamento conjugal conflituoso
  • História familiar de transtornos psiquiátricos
  • Complicações obstétricas
  • Fatores culturais
  • Gravidez não desejada

Assim como são considerados fatores de proteção que confortam as mães:

  • Otimismo
  • Boa relação conjugal
  • Suporte social e familiar adequado
  • Preparação física e psicológica para as mudanças advindas com a maternidade

A depressão pós-parto não deve ser vista com olhares julgadores, seja pela própria mãe ou pelas pessoas a sua volta! Procurem buscar ajuda profissional ao perceberem os primeiros sinais.

Vamos começar a enxergar a maternidade por inteiro! Afinal, tanto na gravidez quanto no puerpério, ocorrem alterações biológicas, causando bruscas mudanças nos níveis dos hormônios além de transformações psicológicas e sociais.

Exige uma reorganização social e adaptação a um novo papel, é preciso reestruturação da sexualidade, da imagem corporal e da identidade feminina. No entanto, muitas vezes a maternidade recebe apenas uma visão romanceada, onde espera-se que as mães sejam sempre ternas, acolhedoras, equilibrada, como se a maternagem fosse algo inato às mulheres. E podem, sim, ocorrer sentimentos ambivalentes nessa nova fase, mas a pressão cultural dessa “mãe perfeita”, a não aceitação desse sentimento podem suscitar ansiedades e culpas, criando conflitos que podem predispor a depressão pós-parto.

Sempre bom você conversar com quem entende, não tenha medo ou vergonha, procure um profissional para auxiliar neste momento delicado.

Depressão Pós- parto não é Frescura!!!

Contato Profissional:

Susan Satake, Psicóloga, Graduação pela UNIFESP, especialista em saúde pela Residência Multiprofissional-UNIFESP, mestranda em Psicogerontologia na Educatie, atende na cidade de Mogi das Cruzes em consultório e Home Care, e-mailsusan.satake@gmail.

Postado por:Olivia Tomita
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10 novembro 2016 - Maternidade

Mamãe de primeira viagem

Eu e meu bebê

Eu e meu bebê

Meu bebê em meus braços e suas mudanças

Meu Deus….O primeiro mês de vida é enlouquecedor e tenso para as mamães e papais de primeira viagem, acredito que muitas mamães  vão se identificar com algo neste post.

É um mundo totalmente diferente do nosso habitual, acontecem muitas mudanças na rotina da casa, do casal, na alimentação da mamãe, parte física e emocional e principalmente no sono.

Acredito que assim como eu, muitas mamães se preparavam lendo e ouvindo outras mamães, sobre os primeiros meses do bebê em casa, a maioria das mães com mais experiência dizem, aproveita enquanto o bebê está dentro da barriga, dorme…. dorme muito, saia com marido, aproveita enquanto pode, a gente até entende o que as pessoas dizem, mas na real a gente só sabe quando sente na pele.

Enquanto ele está guardadinho, seguro dentro do nosso útero, nossa única preocupação com ele é se o coração está batendo, se ele está se desenvolvendo bem, senti-lo mexer é uma loucura, sensação única e maravilhosa!!!

Quando estamos no hospital, temos os cuidados de uma equipe de profissionais da saúde, enfermeiros sempre que precisar, médicos, entre outros profissionais, tudo isso facilita para a mamãe e para o papai.

Quando você recebe alta e vai para casa, descobre diversas sensações que nunca havia sentido antes é uma insegurança, medo, preocupação, ansiedade, amor inexplicável, cansaço, dor ou incomodo do pós-parto, mamas sensíveis (algumas chegam até racha e sangrar), hormônios a mil por hora, tudo isso junto e misturado, vira uma loucura para mamãe e papai.

É um serzinho pequeno e frágil em seus braços, sentimos o medo de tocar, pegar, derrubar até mesmo de machucar, medo na hora do banho, de vestir, não se sabe se coloca muita ou pouca roupa (bate aquela neura), hora limpar o umbigo, trocar a fralda, amamentar, enfim é um medo de não saber se está fazendo tudo certo, é uma insegurança absolutamente normal, pois nunca passamos por isso antes.

Apesar de durar 9 meses, passa tudo tão rápido, quando chega esse momento de ter ele(a) em seus braços, o primeiro contato é tão mágico, mas ao mesmo tempo uma sensação estranha, difícil de entender tudo que estava acontecendo, há poucas horas ele estava dentro da barriga agora em seus braços, tão perfeito, tão indefeso, tão nosso, a ficha demora para cair.

Ter um filho não é uma tarefa fácil, requer MUITO de nós nos primeiros meses, até você descobrir seus sinais, você acorda de hora em hora, uma porque ele quer mamar, outra para trocar fralda (isso acontece várias vezes), choro de cólica, choro de alguém que quer apenas um calor, oras porque as neuras de uma mãe de primeira viagem é acordar simplesmente para ver se está tudo bem e se ele está respirando (qual mãe nunca fez isso?? rs), a gente pira, não dorme e não descansa.

Você fica tão exausta no começo, porque ele depende praticamente só de você, seu sono nunca mais será o mesmo (isso é para todo sempre), banho muitas vezes é um luxo, fazer cabelo e unha são cuidados que a gente deixa de lado, você vive praticamente de pijama e um rabo de cavalo o dia inteiro. Seus hormônios estão à flor da pele, oras você está rindo, oras você estará chorando aos prantos, às vezes sem motivo, ou porque se acha incapaz, oras por cansaço e também temos a depressão pós-parto (próximo post) ou baby blues (tristeza, melancolia, porém passageiro) falarei melhor em um próximo post.

Então ser mãe é terrível Olivia?? Vou sofrer?

Nãoooo…..É muito bom, mas muitas vezes as pessoas não te falam o outro lado da vida a partir do momento que o bebê está em seus braços, que não é fácil, que requer você o tempo todo, que terá um desgaste físico e emocional, que terá que abrir mão de muitas coisas por conta de seu pequeno, MAS, tudo vale a pena quando você olha aquele sorriso banguela com olhar apaixonado para você, a recompensa é diária!

Conforme os dias vão passando o convívio nos faz conhecer melhor nosso filho, adaptar a todas essas mudanças, aos poucos você vai conhecendo os sinais e tudo se torna um pouco mais “fácil” para ambos.

Ah!!! A escolha de um BOM pediatra é importantíssimo para o bebê e para os papais, converse com outras mamães, pegue sugestões, se tiver a oportunidade conheça o médico, antes do nascimento é importante você já ter um pediatra e se for um pediatra conceituado já deixe mais o menos agendado a primeira consulta, porque um bom pediatra a agenda é lotada. É muito importante, pois o pediatra pode avaliar algumas alterações que acontecem logo nas primeiras semanas.

O Pediatra será como seu anjo da guarda, irá te orientar com os cuidados e acompanhar toda evolução do bebê. Você tem que se sentir segura com profissional, porque você entregará seu bebê para ele(a).

Dica, na consulta com o pediatra, faça uma lista de perguntas de todas as suas dúvidas (serão muitas), não tenha vergonha, eles estão super acostumados. Eu sempre fiz isso, anotava tudo no papel, surgia uma dúvida já anotava na hora, porque no dia da consulta você esquece.

Na verdade a gente gostaria de ter o pediatra do nosso lado o tempo todo…rs* As dúvidas surgem a todo instante.

Gente ser mãe é bom, é aprender a todo instante, é ter seu coração pulsando fora do corpo, é amar alguém acima de tudo, é enlouquecer, é enxergar outras mães com outros olhos, é renunciar, é ser forte, é ter uma razão para viver todos os dias!

Escrevi muitoooo ainda tenho muito a escrever, mas vou continuar em outro post…rs

E se você quer dividir seu momento de mãe de primeira viagem, fique a vontade em comentar ou se quiser mandar sua história mande um e-mail!

Beijos

Postado por:Olivia Tomita
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